O Brasil se despede de um dos maiores cronistas de sua história. Luis Fernando Verissimo, escritor, humorista e mestre da ironia, faleceu neste sábado aos 88 anos, em Porto Alegre, vítima de complicações respiratórias. Internado com princípio de pneumonia, Verissimo deixa um legado literário que atravessa gerações e transforma o cotidiano em crônica — e a crônica em arte.
Filho do também consagrado Erico Verissimo, Luis Fernando construiu uma carreira sólida e popular: foram mais de 70 livros publicados ao longo de seis décadas, com mais de 5,6 milhões de exemplares vendidos. Suas colunas em jornais como O Estado de S.Paulo, O Globo e Zero Hora tornaram-se leitura obrigatória para quem buscava reflexão com leveza e crítica com humor.
Entre seus personagens mais icônicos estão o irreverente Analista de Bagé, a cética Velhinha de Taubaté, o detetive Ed Mort e os tipos da Família Brasil. Sua obra mais famosa, Comédias da Vida Privada, ganhou adaptação televisiva nos anos 1990 e consolidou seu nome também fora das páginas.
Para homenagear o autor, a Forbes Brasil reuniu 10 frases que capturam sua essência: uma mistura de sarcasmo, filosofia e humanidade. Entre elas, destaca-se:
“Vou morrer sem realizar o meu grande sonho: não morrer nunca.”
Outras pérolas revelam sua visão sobre a existência:
- “Quando a gente acha que tem todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas.”
- “O mundo não é ruim, só está mal frequentado.”
- “Meu medo é que tenha outra vida após a morte, mas que seja só para debater esta.”
Verissimo não escrevia apenas para entreter – ele escrevia para provocar, rir e pensar. E mesmo diante da morte, manteve o tom que o consagrou: o da inteligência bem-humorada.
Sua partida deixa um vazio na literatura brasileira, mas suas palavras continuam vivas, soprando como o saxofone que ele tanto amava e que, segundo ele, dava mais prazer que escrever
Frases que revelam o humor filosófico de Verissimo
- “Vou morrer sem realizar o meu grande sonho: não morrer nunca.”
— Uma ironia sobre a inevitabilidade da morte, com aquele toque de sarcasmo que só ele sabia aplicar. - “Quando a gente acha que tem todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas.”
— Reflexão sobre a imprevisibilidade da existência. - “Conhece-te a ti mesmo, mas não fique íntimo.”
— Brincadeira com o autoconhecimento e seus limites. - “A vida é a melhor coisa que eu conheço para passar o tempo.”
— Uma forma leve e otimista de encarar a existência. - “Eu não sei para onde caminha a humanidade. Mas, quando souber, vou para o outro lado.”
— Crítica bem-humorada ao rumo da sociedade. - “Meu medo é que tenha outra vida após a morte, mas que seja só para debater esta.”
— Ironia sobre o pós-vida e nossas obsessões existenciais. - “O mundo não é ruim, só está mal frequentado.”
— Observação mordaz sobre o comportamento humano. - “Escrever não me dá prazer, gosto mesmo é de soprar saxofone.”
— Revela sua paixão pela música e um certo desdém pelo processo criativo. - “A biblioteca é o lugar onde começamos a nos conhecer.”
— Exaltação da leitura como ferramenta de autodescoberta. - “Não há nada que um homem possa fazer no espaço que uma máquina não possa fazer melhor, a não ser morrer.”
— Crítica à corrida espacial e à substituição do humano pela tecnologia.

